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#VaiGordinha - Sonhos que emagrecer faz realizar

14 de setembro de 2015

Eu sou uma apaixonada por automobilismo, louca, alucinada mesmo. E quando soube que a Stock Car estaria de volta a Campo Grande, depois de longos quatro anos, meu coração, sem trocadilhos, acelerou.


PS: em homenagem aos meu amigos que fizeram parte desse sonho Grizotti, Tinho, Clayton, Priscila Vergilio (que veio do RJ para cá), Carla Renata (madrinha linda) e Patricia Oliveira (milhões de obrigados!!!!)

Em 2010, eu ganhei uma volta rápida em uma promoção, mas não foi possível eu ir, até porque pelo peso e tamanho, não caberia no carro, nem em nada.

Em janeiro, quando fiz a cirurgia, tinha a meta de ir na corrida de Curitiba (PR) em 18 de outubro, já que a etapa daqui não aconteceria. Claro, que eu queria ir menos gorda, e fiz mais esforço para isso. Mas tudo se antecipou em um mês e aconteceu melhor que eu imaginava.

Na quarta, tudo começou, minha primeira corrida com meu amor Josiel e eu já não sentiria vergonha (sim, eu também sinto isso) de expor a figura na Medina ou melhor, nas pistas. Várias coisas aconteceram, coisas boas e até algumas ruins. Não pude curtir com ele, cheguei a pensar em desistir, mas nos caminhos da vida surgem os amigos, como o Luis Grizotti, que é responsável pelo sistema de rádios do automobilismo, que me segurou na emoção e me levou a conhecer pessoas geniais que fazem parte dos bastidores da maior categoria de automobilismo do Brasil.

Primeira coisa que foi possível: andar, andar muito, o autódromo inteiro, mesmo tendo um motor home (gente que coisa legal) à disposição para conversar e descansar. Na Stock, nos bastidores, eu descobri que as grids girls, são sim lindas de viver, corpaços, mas que as mulheres “do automobilismo” são mulheres. E olha, também tive meu dia de grid gilr brincando com um guarda-chuvas e zanzando pelas pistas. E me sentia realizada!

E chegou então o grande dia, o domingo, dia da corrida, dia de pensar: “Será que o macacão vai caber em mim?”

Foi tenso, muito tenso mesmo e confesso que o medo bateu.

Mas gente, coube!!! Coube e lá fui eu pro carro. Equipe NOTA MIL, e ao meu lado Ricardo Mauricio, o melhor piloto do mundo. Eu entrei e consegui sentar naquele espacinho... Sério? Aquilo estava acontecendo comigo? Era isso que eu conseguia pensar.

Não sei quanto tempo dura uma volta rápida, mas sei que foram os menos de dois minutos mais maravilhosos que eu já pude viver! E fiquei pensando, quando sai do carro triunfante, me sentindo no primeiro lugar do pódio: “Sim, eu andei num carro da StockCar”.

E dois segundos depois, a frase na cabeça: “Obrigada bariátrica!”

Mas no fundo, no fundo eu queria gritar: “Foi Gordinha!”



Meu sorriso bobo, mas antes a minha cara de assustada... hahahahaha!
Posted by Liziane Berrocal on Segunda, 14 de setembro de 2015

O que é ser PLUS SIZE?

4 de setembro de 2015

O que é ser Plus Size? Por que deixar os números nos definirem se podemos ser apenas nós mesmas? Plus sim! E sempre!

Bom gente, ontem foi correria suprema! Meu aniversário, muita coisa para fazer, os empregos, os dálmatas, família e vocês meus amigos! Foram milhares de mensagens, telefonemas e muito carinho recebido! Mas nascemos e nesse nascemos, ainda de manhã alguém perguntou:

- Mas Lizi, você está emagrecendo, logo deixará de ser plus size. Como fica?
Para quem não sabe, eu fiz uma cirurgia bariátrica há quase 8 meses e já emagreci 57 quilos nesse tempo. Mas ainda SOU e VOU SER SEMPRE PLUS SIZE!

Explico. Ser plus size é mais que uma numeração acima do 46, é uma forma sim de empoderamento no momento em que a moda dita que você tem que usar 36 para ser feliz e entrar numa roupa da ZARA e ainda por cima, conseguir ter bom humor sem comer açúcar!

Ser Plus Size é sim um estilo de vida, onde você sabe que não tem que se encaixar nos padrões, mas sim os padrões serem seus. Por exemplo, eu já ouvi algumas pessoas falando que eu não deveria colocar vestido mais curto, porque eu tenho celulite! Ok, a pessoa deveria fazer voto de silêncio, afinal, para falar besteiras, é melhor se calar!

Ainda sobre ser plus, o significado já diz tudo: PLUS Ou seja, a mais.
E antes que alguém diga que aqui tem alguma “apologia a obesidade” (oi?) eu já digo que não, as pessoas não serão todas magras e nem todas as pessoas magras são cheias de saúde, e blábláblá, wiskas, sachê!

A questão é que toda mulher tem o direito de se empoderar e sentir-se bem. Oras, não podemos nos centrar apenas em números, sejam eles da balança, da calça ou da idade. E isso é algo que a sociedade está acostumada a fazer.

Ontem completei 35 anos e refleti intensamente sobre isso. Estou vivendo a melhor fase da minha vida, onde a segurança pessoal aliada a maturidade tem rendido bons frutos. E acredito que isso é ser PLUS.

Talvez daqui um ano, por causa do emagrecimento constante da cirurgia, eu esteja usando tamanho 42, mas quem disse que deixarei ser PLUS Size?

Para finalizar, outro dia um amigo do trabalho, Gabriel, já nem me chama pelo nome, chega diz: “Oi Plus Size”. No começo me incomodou um pouco, afinal, há os resquícios do preconceito vivido por toda uma vida.

Daí, refleti e pensei: “E não é que o Gabis está certo? É isso, eu sou plus size, afinal eu sou plus no mundo!”

E ponto final! E você? O que quer ser no mundo? 


Teoria da Caixa de Fósforos

3 de setembro de 2015

Eu sempre disse que essa teoria seria publicada em um dia especial...

Acho que esse dia chegou, hoje, meu aniversário, divido com vocês, aquele que eu considero um dos meus melhores textos!

E que venham mais no LiziPlus

Era uma vez uma menina, que sabia que era completamente diferente de todas aquelas que a cercavam. Essa menina tinha várias perturbações na cabeça, e uma delas, talvez a mais especial, era de que ela iria mudar o mundo. Ela acreditava naquilo com toda força do pensamento e do coração. 

Mas vamos direto à teoria da "caixa de fósforos"...

É simples, quando as pessoas estão no escuro, para recomeçar às vezes elas precisam apenas de um feixe de luz. E isso pode ser feito com um palito de fósforo. Uma caixa de fósforo vem com quarenta palitos, um número suficiente para que a pessoa alcance uma vela e com um palito, ela pode conseguir acender o pavio dessa vela. 

A vela acesa - lembre-se de guardar palitos sobressalentes caso a chama se apague - encaminha essa pelo iluminando a estrada até que ela encontre uma lamparina. Ainda assim, ela tem que andar um pouco mais, para alcançar um pouco - ou um bom estoque, depende da pessoa - de querosene e assim manter a chama da lamparina. 

Com a lamparina, o caminho certamente estará mais seguro e bem mais iluminado. E dai fica mais fácil seguir. Já se saiu do escuro, passou pela penumbra e alcança um estágio de claridade que lhe permite ver um fio, um poste e uma lâmpada...

Nesse processo avançado, a pessoa já é outra, completamente diferente daquela que estava antes no escuro. Sei que algumas pessoas gostam da penumbra, da escuridão ou mesmo de cores frias, mas a luz é essencial para que as coisas fiquem mais "claras", mesmo para quem gosta de escuro...

Mas você deve estar se perguntando: E no que consiste a teoria da "caixa de fósforos"? 

É simples! Pessoas que já puxaram a eletricidade para seus postes, já estão aptas a dar caixas de fósforos para as outras. E assim, continuar o ciclo para que outras pessoas alcancem a luz. Fiquem às claras. 

É sempre bom auxiliar as pessoas, e dar "palitos de fósforos" para elas é algo que custa tão pouco,afinal, pessoas que podem dar "caixas de fósforos"  já têm luz, e uma luz que dificilmente se apaga... pode por vezes ficar fosca ou turva, mas não se apaga...

E você deve se perguntar: "Mas dá certo?" Na maioria das vezes sim, até porque quando se dá uma caixa de fósforos, se ensina a pessoa a iluminar o próprio caminho. 

Ou seja, ela precisa andar equilibrando a luz de simples palitos para que alcance a energia elétrica. E cada um tem que administrar sua própria caixa de fósforos para que possa alcançar a luz. Seja quem for...

Eu hoje tenho condições de oferecer caixas de fósforos para algumas pessoas. Às vezes deu certo, outras eu me decepcionei, em outras vi que valia à pena oferecer mais alguns palitos e assim a vida vai seguindo...

E o ciclo também, ele precisa se ampliar. Quando dou uma caixa de fósforos à alguém, espero que essa pessoa faça o mesmo por outras quando alcançar a luz. Nem todas se lembram que já estiveram no escuro, mas isso, só a vida para ensinar. Algumas pessoas não há hidrelétrica que dê jeito...

Não me sinto melhor que ninguém, às vezes consideram pessoas com luz elétrica como pessoas pretensiosas e "cheias de querer",esses também, nem a Itaipu resolve (risos), mas sei que se eu posso ceder um palito, ou ajudar para que a vela não apague, ou dar um pouco de querosene ou mesmo auxiliar a pagar a conta de luz do poste, eu estarei fazendo um bem maior a mim do que aquele que recebeu a luz...

E nem sempre faço de maneira despretensiosa. Muitas vezes, meus fósforos cedidos tem retorno... A vida é uma troca... 

Eu já estive no escuro, bem escuro mesmo... era um breu... Tive algumas pessoas que auxiliaram com lanternas, outras não me deram caixas de fósforos, mas me cederam alguns palitos... Enfim... Tive auxílio de alguma forma... 

É isso... Eu ainda não sei se você precisa de uma caixa de fósforos ou um pouco de querosene... É preciso avaliar isso... 

O que você acha que precisa? E como será quando puder dar caixas fósforos? Ou como será quando encontrar sua "luz"?





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