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Amar Padre Fabio de Melo é fácil, mas uma frase é sensacional

29 de dezembro de 2015

Um ícone não só na Igreja Católica o Padre Fabio de Melo simplesmente tem arrebatado internautas Brasil afora. E Sim, ele merece. Tem gente que até queria "chegar por último" só para ser mulher do Padre de tão lindo que ele é.

Eu por exemplo, nem sou católica, mas tem frases dele que me cativam tanto (hahahah você vai entender o hahahaha ao final desse texto). Segundo muitas publicações (sei lá de onde surgiu) neste final de ano, voltou a circular nas redes um trecho da entrevista dele para a jornalista Marília Gabriela em que ele é bem crítico quanto ao comportamento das pessoas nas redes sociais.

No programa, que foi exibido no dia 17 de maio de 2015, Fábio de Melo opinou que "muitos relacionamentos virtuais são feitos a partir de idealizações".
"Muitas vezes na relação idealizada a gente abre mão do que é real, aí vamos viver imaturos a vida inteira, com as frasesinhas do Pequeno Príncipe, que eu acho que deveriam ser abolidas da humanidade."

Temos também frases dele no Twitter, que são necessárias para a vida, tipo essa: 


Ou uma frase de auto-ajuda que ajuda sim, e óh se ajuda! 


Mas uma frase do padre bonitão (não é pecado, porque ele é bonito memo) me deixou muito, muito fã dele. Ele usou a entrevista para exemplificar com o famoso trecho "tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas".
"Escuto toda hora porque os carentes de plantão me ameaçam com essas frases. Você tem uma pessoa desequilibrada afetivamente [e ouve isso dela]. Eu tenho de dar conta da minha vida, eu não tenho que jogar para você os fardos que são meus."

Agora me diz, tem como não amar um cara que diz: "eu não tenho que jogar para você os fardos que são meus?"

Vlw Fabio de Melo, o senhor deu voz a muita gente!

Feliz 2016 ❤

Retrospectiva: acredite, ninguém é gordo porque quer

28 de dezembro de 2015

Oi Pessoal, esta semana vamos fazer uma retrospectiva do ano e que fez nascer o LiziPLus!!!
Vou começar com nossa primeira coluna no #LadoB do Campo Grande News!

"Meu nome é Liziane Berrocal, sou jornalista, sou feliz (às vezes sou triste), mas tenho uma peculiaridade. Sou GORDA. Aliás, sou imensa. Sou muito gorda e, quando olho no espelho, tenho certeza disso. Então, resolvi mudar de vida e escrever sobre. E durante meu pré-operatório para a redução de estômago, vou escrever o Lado A e o Lado B de ser tamanho GG. Hoje, começo falando sobre como se descobrir gordo.

Para começar, peço a você leitor: acredite, ninguém é gordo porque quer. É uma frase clichê, que eu já ouvi muito, mas ao contrário. Mas tenha certeza, não está nos planos de ninguém pesar mais de 100 quilos e ser chamado de apelidos carinhosos como “chupeta de baleia”, “rolha de poço”, “próprio CEP”, “gorda baleia”, “lutador de sumô” e afins. Nem ser referência ou algo que o valha.

Eu por exemplo não escolhi. Nasci gorda, com quatro quilos, quase matei minha mãe no parto (segundo me contam) e desde pequena sempre fui a gordinha bonitinha. Meus tios me adoravam, eu recitava poesias, cantava no Mobral (pergunte ao seu pai se não souber o que é isso) e era a sensação da vizinhança. Um amigo da família me chamava de "bujão" e era uma “graça” aquilo.


O roliço vai crescendo... e é aí que o bicho pega, porque alguém se esqueceu de falar que ao crescer, você não é mais sensação. Um gordo ou uma gorda é sempre motivo de piada quando cresce. E nem venham dourar a pílula, porque pode até ser o engraçado da turma, mas é fuga, pura fuga.

Eu era a engraçadona da turma. A que brincava, a que achava graça das piadas que fazia de si mesma, e que metia mão na cara da gurizada quando era alvo de tiração de sarro.

Também era a mais inteligente (me esforçava muito para isso) e a mais popular, o que é uma façanha para uma gorda. Jogava handebol, tocava na banda, comecei a fumar muito cedo, brigava na rua, fui do grêmio escolar, tinha peitos, montei um jornal, tinha um programa às sextas-feiras no palco da escola, era a amigona das meninas, fazia piadas e contava piadas, enfim, tudo que pudesse me fazer popular e a alegria da turma. Mas tinha um lado ruim nisso tudo, hoje, eu percebo que era só uma máscara.

Eu odiava aquela gente, odiava o que eles faziam comigo. Toda vez que tinha qualquer discussão, qualquer briga, eu era de novo só a gorda. E aprendi a agredir, porque era agredida.
Duas situações me deixam isso muito claro. Primeiro me lembro de dois colegas, que também eram gordos, mas não eram populares. Theo e Mirela. Ele era gordo e muito alto, além de ser muito quieto e menos acelerado que eu. Ela era baixinha e usava umas roupas esquisitas, na verdade era meio brega. E eu? Gorda também tirava sarro deles, sem dó nem piedade.

Também me lembro quando todos estavam brincando de corredor da morte (uma brincadeira besta onde ficam pessoas de ambos lados dando chutes e socos em quem passa) e eu era a única menina que participava.

Hoje, mais adulta, eu fico me perguntando por qual motivo eu me submetia a tudo aquilo. Hoje, percebo que sim, era pelo simples fato de ser gorda e sendo assim, eu conquistava o respeito daqueles idiotas.

E você, achava realmente que alguém quer ser constante alvo de agressão? Imagine ser gordo?

Sim, com 170 quilos eu me achava IMENSA!

#VaiGordinha: No Natal dos gordinhos e futuros ex- gordinhos, bom senso é o melhor presente

21 de dezembro de 2015

Então é Natal... Esse é o último #VaiGordinha antes da festa e um dos pedidos recorrentes que tenho recebido dos amigos é: O que dar de presente para quem acabou de fazer cirurgia bariátrica?
Foto: Arquivo Pessoal

Veja Mais:

Entre muitas coisas engraçadas que ouvi durante esse período foram três amigos – que vão saber que foram eles ao lerem essa coluna, é que iriam visitar alguém que tinha acabado de fazer uma bariátrica e perguntaram se poderiam levar um bom chocolate da Kopenhagem! Minha resposta foi igual da minha nutri Mariana Corradi que quando pedimos algo ela praticamente grita de resposta: “Nãoooooooooooo”

Então, claro que o chocolate é maravilhoso, muito, muito bom, mas eu não aconselho não. E nisso, passei a dar sugestões de presente e também trocar idéias de como maneirar no período de natal, com tantas festas e confraternizações tanto no serviço quanto na família.

Bom, vamos às sugestões de presente!

Se a pessoa estiver recém operada não dê coisas de comer. É um período de adaptação alimentar e precisamos nos conter – e muito, e isso pode despertar vontades sim e muitas pessoas sofrem, então a sugestão é uma roupa bacana de ginástica bem bacana é muito legal! Ou meias esportivas, para incentivar a pessoa a praticar esportes! Também indico como presente aqueles pesinhos.

Outra dica bacana é um kit de hidratante corporal e óleos de massagens. Quando fazemos bariátrica, emagrecemos muito rápido e nossa pele sofre. Com isso, os cremes, esfoliadores e afins ajudam e muito a combater esse ressecamento e até mesmo a flacidez!

Se a pessoa for bem especial, você pode presentear também com um vale de sessões de drenagem linfática ou de massagens corporais! Ou um vale depilação completa, porque gente, pensa a pessoa vai estar numa fase super vaidosa! Vale também um dia de SPA (eu sugiro no Centro de Vida Saudável no Hospital Adventista do Pênfigo, já fiquei lá e amei!).

Para as mais descoladas, que tal um vale tatuagem? Muitas de nós – em especial as mulheres fazem tatuagem após a bariátrica e geralmente uma borboleta!

Por falar em borboleta, o maridão que quiser uma dica para dar um super presente para a esposa que tal uma borboleta de ouro em forma de pingente. A borboleta é o símbolo da bariátrica, porque remete a transformação!

Mas se o presente envolver comes e bebes, os panetone zero são um pouco mais caros, por isso é um presente bacana. Ou uma cesta de produtos zero e funcionais, que sim são mais caros, então se é um presente especial, vale à pena investir!

A mamãe fez bariátrica e os filhos querem investir num presente mais caro? Uma esteira é tudo de bom! Sabe aquelas esteiras boas que incentivam as pessoas a usarem? Então!

Você também pode dar um vale academia para incentivar a pessoa a ir (no mínimo três meses, pelo amor!) e falar o quanto quer que ela tenha sucesso na Bari!

Um grande presente também é não falar: “Ah, mas nem um pouquinho?” ou “Ah, mas a prima da amiga da vizinha da minha prima fez bariátrica oh, ficou magra depois voltou a ficar um balão”.

Evite também frase de “ah, você nem era tão gorda” ou “emagrecer com bariátrica é fácil”! Isso será ótimo para você e para a pessoa que fez a cirurgia, acredite! Bem como frases típicas que ouvimos nas festas em famílias: “Para de emagrecer, você já está ficando feia” ou “não vai comer e engordar hein”.

E se puderem, na ceia ter sempre o senso de perguntar o que a pessoa pode comer e agradar com um caldo bacana ou um doce zero açúcar, nós agradecemos!

E Feliz Natal para todos vocês, que foram meu maior presente neste ano tão especial!

13 anos longe das drogas, e apesar de tudo um capítulo bom para lembrar

17 de dezembro de 2015

Oiii Pessoas lindas! Fiquei meio longe por questões de trabalho, mas hoje é um dia ESPECIAL!


Essa não é a primeira vez que escrevo de maneira tão aberta sobre um assunto tão particular, e apesar de saber que é tão arriscado (o preconceito é muito grande),  também sei que pode salvar vidas!
Hoje, completo 13 ANOS LIMPA! Ou seja, são nove anos em que eu decidi ter uma nova vida! TREZE ANOS anos que eu resolvi largar o vício das drogar por uma nova vida!

Foi uma decisão extremada, difícil e que me fez sentir aquelas "coisas de novela", mas que me trouxe muito mais VIDA. Era 15 de dezembro de 2002, quando pela última vez fiz uso de "substância entorpecente". Eu estava em Marília (SP) onde cursava faculdade de Pedagogia na UNESP. Então, no outro dia, embarquei para Campo Grande. Cheguei no sábado onde fui em um show de um grupo com o nome "Realidade Cruel" onde o MC Douglas que cantava a música "Depoimento de um Viciado".

A música mexeu muito comigo, me deixando quase que anestesiada. Eu que na época estudava "cultura marginal" me vi naquelas palavras. Então começou ali a minha luta. Conversei com o Douglas e contei a ele que iria parar. Não dava mais! Era muita "treta". O cantor e compositor de rap me incentivou. Me deu um abraço e falou:

"Vai com Deus mina, ainda quero ouvir sua história". 


Então eu parei. Foram vários obstáculos, várias dores, brigas, mas eu iria reconstruir a minha vida. Porque o mundo das drogas é um mundo de violência e loucura. E não sejamos hipócritas, um mundo "deliciosamente louco".

Eu não esqueço disso! E tempos depois, tive a oportunidade, quando escrevi um livro sobre criminalidade, de contar minha história para ele. Isso foi em 2006 hein!

Quem fala que droga é só parte ruim não sabe a sensação de certas coisas. Porém, as consequências são terríveis! E sim, você perde a noção! Você perde tudo e aquilo que se vê nas novelas, nas propagandas e na imprensa é tudo realidade.

Eu não precisei ir até uma entidade religiosa – mas super indico os trabalhos realizados pelas igrejas, mas buscamos ajuda médica e psicológica para aguentar o tranco. Buscamos sim, pois a minha família foi junto! Minha mãe, mesmo sem paciência e me dando uns petelecos de vez em quando e minha irmã Lais, sempre me apoiando. Posso dizer, que se hoje eu vivo também pra minha irmã, é porque ela – para a Honra e Glória do Senhor salvou minha vida!

Foram vários medicamentos, várias visitas ao NA e AA (sim, a dependência cruzada faz com que o usuário em manutenção acabe abusando do álcool) e muita luta. Foram também lutas intensas durante internações. Uma sala inteira me dando força - Jornalismo 2006 da UCDB, e poucos amigos que ficaram.

Prefiro não discorrer sobre o que eu usei, mas até a "praga do século" entrou nas minhas baladas da mente abalada. Eu posso dizer que cheguei bem pertinho do abismo!

Mas aí, eu consegui! Vejam só! TREZE ANOS de uma nova vida!!! E olhem, eu continuo em manutenção! Manutenção eterna.

Já me perguntaram se não tenho medo de falar sobre isso. Claro, nem tudo são flores. Algumas pessoas ainda tem preconceito, tratam com ignorância, mas isso já não me abala. Hoje, eu falo abertamente sobre o assunto e inclusive já dei algumas palestras sobre o uso e abuso de drogas em escolas e outros lugares.

Minha experiência não é exemplo para ninguém, é uma experiência. E sempre lembro os adolescentes que converso: "Não adianta dizerem que é só um golinho, só um traguinho ou só um tirinho, o bagulho é louco e 90% das pessoas não tem a mesma sorte que eu tive".

Ou seja, é preciso continuar tratando o assunto com realismo e sinceridade. E é isso.

Hoje, eu tenho uma vida normal! Sou uma profissional, filha, tia (que pega no pé dos sobrinhos e eles sabem da minha história!), irmã, amiga e esposa. Já não bebo mais, estou vencendo outra doença chama obesidade e aprendi a confiar mais em mim.

E querem saber? Diante das estatísticas, sem modéstia nenhuma: eu tenho ORGULHO DE MIM! Mas tenho mais orgulho ainda de ouvir das pessoas que elas se inspiram em exemplos assim.

E dividir isso com vocês, é a melhor parte disso tudo! E digo, se você tem alguém, ou é alguém, nessa situação, tente, tente outra vez, e mais uma, e mais uma... Há esperança para você!

Porque eu lembro bem, quando fazia apenas treze dias, o que eu mais queria era usar de novo!
E hoje, o que eu mais quero é VIVER! E VIVER MUITO!!!!


Fiquem com Deus, e se alguém quiser ouvir a experiência completa, temos uma turma boa aí para fazer palestra!

Um domingo diferente, ou tudo está apenas começando

30 de novembro de 2015

Ontem eu finalmente tomei uma decisão. Tentei terminar meu trabalho o mais ágil possível, e consegui. Faz tempo que eu tinha vontade. E eu fui...

Então cheguei lá e encontrei o meu marido na frente, demos as mãos e fomos. Foi do jeito que eu pedi pra Deus. Eu queria ir com o Josiel.

Eu esperava encontrar pessoas vestidas de forma diferente, não sei explicar o diferente, mas era diferente no meu imaginário. E eu fui muito bem recebida, por um senhor amável que nos conduziu as cadeiras. Então eu vi rostos conhecidos e comecei a me sentir emocionada só de estar ali. Pode parecer bobagem, mas ali eu vi que estava fazendo a coisa certa, quando percebi que ao chegar e naquele local eu só tinha coisas a agradecer.

As lágrimas que molharam meu rosto não era de tristeza e sim de alegria. Tentei elencar tudo que eu tenho para agradecer a Deus... Foi quase impossível! Só não foi impossível porque Deus conhece meu coração. E comecei então ouvir o pastor.

Eu esperava aquela coisa manipuladora, sim, eu fui com um conceito (pré) e tive grata surpresa. O pastor Mauro, falou sobre Deus ter poder sobre todas as coisas. E falou aos presentes sobre política. Não citou nomes, mas citou algo que eu tenho em mente faz tempo: nada ficará encoberto! E que esses tempos vão piorar, e que sim, temos responsabilidades sobre aqueles que lá estão. E Então oramos pela nossa cidade, pelo nosso Estado e pelo nosso País. E isso foi tão importante para mim... Orar por aqueles que estão perecendo na mentira...

E quando esse mesmo pastor fez um "passeio bíblico" falando sobre o poder de Deus em nossas vidas, ligando a vida do dia a dia de cada cidadão àquelas passagens bíblicas, sem apontar dedos, sem dizer que A é melhor que B...

Aquilo edificou. Não só a mim, mas muitos dos presentes. Porque o pastor mostrou ali que a cidadania é papel de cada um.

Por que eu estou escrevendo tudo isso?

Porque sim, porque eu divido tanta coisa ruim aqui, e gostaria de dividir algo bom...
Eu atravesso desertos e suas tentações todos os dias, não vou mentir, mas lá, no 'campo missionário' eu percebi que meus desertos são necessários para que eu pudesse chegar diante de Deus e falar: "Senhor, eu vim para te agradecer"...
Fui até a Terceira Igreja Batista, em Campo Grande. Eu e meu marido...
Alguém vai entender? Não sei, nem eu estou entendendo direito...
O resultado? Também não sei ainda, será um dia de cada vez...
E que assim seja, amém!


#VaiGordinha: Escrever é desnudar-se e nem sempre ficar sem roupa agrada a todos

24 de novembro de 2015


Escrever á um desnudar-se. É tirar a roupa de si e mostrar-se aos outros. Há quase um ano faço isso no Lado B com o #VaiGordinha e lá se vão algumas semanas ficando nua diante dos leitores. Nem todos gostam do que vêem, alguns dizem que isso satura, e eu mesma já me perguntei, se realmente não era a hora de parar.

Veja Mais:

Até que me lembrei que comecei a compilar as mensagens que recebo diariamente das pessoas que me seguem e que são meus leitores. A maioria é de mulheres. Muitas delas, nem tem problema com ser gorda, mas sim com a auto-estima, a tão famosa que persegue em especial mulheres.

Comecei a me desnudar por aqui, quando resolvi me submeter a cirurgia bariátrica. Eu sou uma “escrivinhadora” de palavras desde que me entendo por gente, e também desde então sempre fui envolvida em polêmicas. Escrever para mim, é concretizar os sentimentos no papel, e saber que posso atingir alguém que lá em algum lugar pode se sentir representada por minhas palavras.

E eu tenho por costume, guardar para mim todas as mensagens que eu recebo das pessoas quando publico algo e em especial algumas mexeram comigo. Como quando uma mocinha, jornalista em formação, linda, magra e daquelas aparências “padrão” me mandou uma mensagem dizendo que os meus “escrivinhamentos” de alguma forma a ajudava a se aceitar. Porque sempre foi a mais magra da turma, e com isso ficou muito complexada. E então, ela se colocou no meu lugar e começou a ver que sim, não tinha nenhum problema com ela, estava tudo certo, o problema estava na auto-aceitação.

Ou do dia, que a mulher linda, desesperada, foi vítima de bulliyng na internet e me procurou. Conversamos longamente durante horas, no vai e vem do meu trabalho e é tão bom ver que hoje ela está melhor.

Essa semana, três mensagens em especial me chamaram a atenção, quando recebi a de uma moça, que me escreveu assim.

“Olá Liziane. Meu nome é fulana de tal e queria te agradecer por duas coisas... Além das cutículas políticas. Eu tenho uma amiga muito, mas muito gorda e lendo seus relatos ela decidiu pela sua saúde a fazer a bariátrica. Tenho outra amiga q com 100 kg também fez bariatrica porque "reeducação alimentar não é pra mim". Bom, não sei se posso dizer q mantivemos amizade. Muito obrigada a ajudar minha amiga super-obesa a se tratar, a cuidar da sua saúde. Bom, aí lendo seus relatos e o "vai gordinha" descobri q você sofre/sofreu de depressão. E eu também... Inclusive estou tentando terminar essa mensagem antes do meu remédio pra capotar fazer efeito.. . Rs.. E com isso descobri q eu não levava meu tratamento a sério... Além de ter tentado ceifar minha existência. E acho q abri os olhos e o coração. Recomecei meu tratamento e quero te agradecer por isso. Por inspirar. Adoro seus pintadinhos e acho eles uns sorvetinhos de flocos. Fica com Deus”.

Então, isso me fez eu sentir que sim, estou no caminho, que desnudar-se vale a pena. Que às vezes abrir mão da própria privacidade e aturar críticas muitas vezes descabidas vale à pena, quando você percebe que suas palavras podem ajudar ao próximo.

Hoje, eu me sinto mais forte e sim, bem mais feliz por estar escrevendo sobre os passos que dia a dia caminho para uma nova vida. Emagrecer quase 70 quilos, não é nada fácil, não é nada tranqüilo e apesar de ter seu lado prazeroso, com certeza é algo que é um morrer diariamente, e fica tudo mais fácil ao dividir isso com vocês.

Escrever é um desnudar-se como eu disse no começo, mas além de tudo é um dividir. Dividir alegria, dividir medos, dividir fardos e tornar a vida mais leve. E isso é o que me motiva continuar escrevendo o vai gordinha. E vai ter #VaiGordinha e se reclamar vai ter #DuasVaiGordinha

Beijos de luz!

Se Deus tem o melhor para mim, imagine para você

7 de novembro de 2015

Mano, se Deus tem o melhor para mim que sou uma maluca, imagine pra você??? Imagine o que Ele tem pra você! Já parou para imaginar? É um negócio de maluco! Estou aqui pensando nessa oportunidade única que temos todos os dias de mudar as coisas, de começar de novo, de refazer, de reinventar e conseguir enxergar o que Jesus pode fazer por nós.

E estou pensando isso, porque ontem, eu estressada, depois de trabalhar 14 horas, esgotada, consegui brigar com meu marido porque ele também trabalhou para caramba, as 7h da manhã estava literalmente na pista. Ele trabalha com corrida, então é na pista mesmo (risos).

Dez da noite aqui, 11 da noite lá. Enfrentou chuva, vento, emoções a flor da pele, num lugar de pressão. Chegou no hotel e dormiu. Mano, meu marido dormiu e esqueceu de mim! Putz! Eu fiquei doida.

Eu, sendo Liziane, mandei um monteeeee de msgs, indignada com a alta da inflação e com a falta de mensagens dele. Possessa com o valor do IPTU e com ele ter dormido sem me dar boa noite.

Cheguei e fui assistir as pregações do Pastor Claudio Duarte. Foi um soco na cara né! Maluco demais, porque ele explica na palavra de Deus, o quanto temos que agradecer quando somos assim, meio Liziane, e temos alguém que nos ama assim mesmo!

E o meu marido?Ele? Ah, ele tinha que trabalhar cedo de novo, logo, só respondeu cedo com uma foto dele trabalhando (nós trocamos fotos todos os dias) e a mensagem: "Eu te amo, você é a pessoa mais importante do mundo para mim".

Fiquei só pensando: "Deus, se eu sou essa louca do pão e o Senhor me dá um marido desses, vou ficar de boas, que aí eu conquisto meu Samuel (que é nosso sonhado filho), beijos Deus, vlw, tu é um cara muito maneiro, prometo que eu não vou abusar disso não".
Amém?

Esse é o meu marido, o Josiel, e ele é um cara muito maneiro. Que bom que Deus abre meus olhos todos os dias para isso! <3

Louca da bariátrica: Para emagrecer, às vezes é melhor "jacar" do que endoidar

3 de novembro de 2015

Sabe os risolis? Então, fiquem longe dele, porque são do mal, muito do mal! Uma simples frase postada no Facebook foi o suficiente para reflexão e debater sobre as necessidades que às vezes temos de enfiar o pé na jaca!
E uma frase, comentada por um colega de grampo, o Caio Aguirre, suscitou uma discussão e mil reflexões.

“Desde a cirurgia emagreci 88 quilos, a expectativa com a plástica é de reduzir mais 5kg. A parte boa é que há tempos não comia torresmo, bacon, ovo frito, batata frita, com tanto prazer e sem culpa. Também nunca comi tanto doce. é claro que a quantidade ... dá até raiva, mas sem culpa. Antes da cirurgia tinha diabetes que os exames pós não apresentaram nenhum sinal mais, mesmo antes sempre disse me recuso a ser escravo da minha doença. O fato de comer um risolis, não quer dizer que tenha que comer uma dúzia! sem culpa!”

Pois é, dez meses depois, tenho que concordar com o Caio. No começo da cirurgia, eu dizia: Açúcar? Nunca mais! Que isso. Para quê? Cervejinha? Não! Nunca mais! Chocolate? Tá amarrado em nome de Jesus e Nossa Senhora da Dieta Louca!

E o tempo foi passando, e veio então o primeiro refrigerante, primeira saída e sim, seis meses depois o primeiro chocolate. Meu Deus, um Ouro Branco, maravilhoso, que pareço sentir o gosto na minha boca até hoje! São tantas outras coisas gostosas que deixam nossa vida melhor, que hoje, eu me recuso a não “jacar” quando sinto uma vontade louca de ser subversiva.

Com oito meses fui parar no consultório da minha nutricionista, chorando, desesperada porque eu simplesmente não conseguia ficar longe de doces. E me culpava muito por isso. Chorava! Eu chorava sim! Chorava, porque meu pensamento é que eu “era um exemplo para todo mundo” e porque escrevia no Lado B e no #VaiGordinha e com isso eu não poderia escorregar.

Mariana Corradi, que além de nutricionista, sei lá, deve ser mágica, conversou comigo e deixou claro, que culpa só faz mal. No dia a dia, passamos por tantas transformações, estresses, mudanças internas e externas e os desafios enfrentados e ela, como profissional entende o que o açúcar causa de ruim, mas também sabe o que ele causa de “bom” no nosso cérebro e na nossa vida.

Me liberou um docinho, duas vezes por semana. E deixou ao meu critério escolher os dias e comer com moderação sem culpa. Claro, que eu nem sempre cumpro tudo, nem sempre dou conta mesmo. Vivo um dia a dia de jornalista.

Outro dia, por exemplo, depois de nove meses de cirurgia, eu comentei sobre o desejo ardente de comer um daqueles hambúrguer do Burguer King. Acho que falei com tanto gosto, sobre a vontade, que meu colega Gabriel, foi e trouxe um. Daí, falei: “Nossa, mas sério”. Cortei um pedaço e dividimos. Demorei 40 minutos para comer, o pedaço de lanche mais gostoso do mundo! Justo no dia, que eu não tinha conseguido almoçar, porque tinha enfrentado uma manhã difícil, aquilo foi como um alento ao mundo difícil da bariátrica.

Até porque, há momentos em que eu simplesmente tenho preguiça de comer, porque sei que não vai caber nada e eu vou viver vontade enlouquecedora, que passa quando olho um antes e depois...

E também tem dias que eu tenho vontade de jogar uma bomba (e nem é de chocolate) no mundo e não resisto quando alguém na redação grita: “A tia do salgado está aí”

E foi aí que tudo aconteceu. O Paulo gritou “A tia do salgado está lá embaixo” e eu lembrei dele, macio, cheiroso, delicioso, suculento, meu Deus, eu sentia o cheiro dele perto de mim! Foi impossível resistir e sim, eu comi um risólis. Quase inteiro, em mais ou menos uma hora (oh, uma hora pra comer um salgado). E pensei comigo: “É melhor jacar do que endoidar”.

Claro, compensei depois de tantas calorias intensas, mas a alegria foi tão grande, que só não se comparou ao dia que eu comi o ouro branco!

Afinal, eu sempre digo que duas coisas que deixam as pessoas felizes: sexo e doce. Como não podemos sair transando por aí (pelo menos eu acho né), um bombonzinho no meio do expediente faz um bem danado!


Fique a vontade, pode me chamar de gorda sim, o quanto quiser!

27 de outubro de 2015

Meu Deus, eu sinto ânsia de vômito ao ler certas coisas (Arquivo Pessoal)
Me perdoem o desabafo em uma coluna que se propõe a falar de coisas “para cima”, de alegrar mulheres e falar sobre empoderamento, mas não podemos fechar os olhos diante de tantas barbaridades que acontecem todos os dias.

Vim aqui inclusive para abrir o coração. O jornal Extra, do Rio de Janeiro divulgou no ultimo dia 21 uma matéria sobre uma estudante universitária negra, grávida de três meses e gorda, que foi vítima de racismo, machismo e gordofobia em um grupo de “graduação”.

Carla Gomes, de 21 anos, de Porciúncula, no Norte do Rio de Janeiro, cometeu um crime contra os “facistas”. Ela de decidiu comentar em uma postagem que a indignou, com conteúdo discriminatório. Sim, foi esse crime cometido pela acadêmica.

“Preta até vai, mas gorda e fedorenta?”, ou “Orca baleia” e outras ofensas pesadíssimas (nossa, que trocadilho). E eu mais uma vez tenho que escrever que sim, precisamos falar de gordofobia.

Outro dia, nos comentários daqui mesmo do Lado B, uma senhora do nada veio contestar uma opinião minha com a frase. “Eu sou homofóbica e magra, e também sou preconceituosa”. Ok, obrigada, melhor ser gorda do que podre, não é?

E qual o problema da mulher ser gorda??? Ou da pessoa ser gorda? Alguém pode me responder, nem que seja na Bíblia, no código penal ou em algum manual idiota de instruções que esteja escrito que não pode ser gordo?

O preconceito chega ao ponto das pessoas não chamarem a outra de “gordo” ou “gorda” porque soa como ofensa pior que chamar de criminoso. Tipo, é mais feio chamar de gorda do que de puta! E aliás, titia vai ensinar que não pode chamar nem de um, nem de outro ok?

E na verdade, tem dias que eu me canso disso, porque vivi e vivo tudo isso todos os dias da minha vida. Vou contar uma história para vocês aqui que aconteceu na minha vida profissional. Eu trabalhava para um grande empresário e político e acabava por auxiliar na manutenção de perfis das redes sócias e às vezes até do perfil pessoal dele.

Lembro que fiquei atônita quando uma pessoa enviou uma mensagem para ele dizendo que era para me demitir porque eu era gorda. Gente, alguém se deu o trabalho de enviar uma mensagem ao meu chefe falando que eu tinha que ser demitida porque eu era muito gorda.

Eu me lembro das palavras: ‘Você tem que demitir essa sua assessora, ela é gorda’. Confesso que fiquei sem ação e apaguei o comentário, bem profissionalmente. E depois percebi que não adiantaria, porque eram várias mensagens dessas por conta do posicionamento político que tenho.

Pensa só, alguém pedindo a demissão de alguém por ser gorda? Pois é minha gente, isso existe. E quando me dei conta que mais cedo ou mais tarde ele iria ler os inúmeros comentários em relação a minha forma física, não tive dúvidas. Sentei com ele e abri o coração. A resposta foi a melhor possível. “Não te contratei por causa da sua aparência e sim com sua competência”.

Ali, eu claro fiquei aliviada. Mas as ofensas nunca cessaram. E toda vez que eu vejo alguém fazendo o que fizeram comigo eu fico tão tristes, mas mantenho a esperança que sim, nós precisamos falar de gordofobia e de preconceito e mais ainda de humanidades.

Sem mimimi, sem chororô e com a realidade de que isso não vai mudar tão cedo, veja pelo preconceito racial que a escravidão acabou em 1888 e ainda tem gente com mente do século passado e que trata o negro como se fosse sub, ainda assim há progressos nesse sentido.

Então, não podemos desistir e temos sim que insistir em tudo que pudermos para fazer do mundo um lugar melhor para se viver e para que as pessoas percebam o quanto o outro ser humano também é importante.

E eu começo por mim: pode me chamar de gorda sim. Não sou forte, porque não sou alterofilista; não sou cheinha porque não sou balão e nem gordinha, porque isso é a maneira velada de ofender. Pode me chamar de GORDA, com todas as letras que uma gorda tem, porque o que me define não é ser gorda ou magra, branca ou negra, loira ou morena, o que me define é o que eu faço pelo mundo que vivo e pelas pessoas ao meu redor. E eu não trocaria isso por nenhum corpo de Barbie!

Beijos de luz!

Redação do ENEM: MEC, nem quero nota, só dizer Obrigada!

25 de outubro de 2015

Todos os dias há milhares de relatos de mulheres gordas, magras, ricas, pobres, negras, com ensino superior, com nível mínimo de alfabetização, empregada doméstica, empresária, autônoma, loira linda do corpo sarado, bonita pra caramba, quem não se acha bonita e sempre com um relato de violência contra a mulher.  Por trabalhar com a imprensa, e ser militante dos direitos humanos, recebo muitos desses relatos.

Eu sou jornalista, eu sou feliz demais em ser jornalista e ver que todos os dias tem pessoas que confiam em mim em contarem suas histórias, seus dramas de violência. Eu tenho um caso de uma menina, que aos 13 anos foi chamada para ser empregada doméstica na casa de uma família rica. Família ficou com ela em casa até os 33 anos. Ela foi demitida sem NENHUM direito. NENHUM direito. Nesse tempo, ela casou com um homem mais velho, que foi o seu primeiro homem, que além de machista é homofóbico e agressivo. Teve uma filha com ele. Cansada da vida que levava, ela resolveu mudar. Ela conheceu uma pessoa. O que o cara fez? Tirou TUDO dela.

Ela saiu de casa só com a roupa do corpo, sem lugar para dormir, agredida, ferida e cheia de feridas não só no corpo, mas na alma. A filha não pode vê-la, porque o ex-marido já avisou que vai acusar o companheiro dela de estupro caso ela insista. E a filha criada por um machista, está sendo o quê? Machista! Hoje, aos 36 anos, ela está refazendo a vida e quando vejo o atual companheiro indo buscar, cuidar dela com carinho e até me ligar para avisar que ela está doente, eu sinto que sim, é possível que tudo mude!

E num contraponto, uma mulher linda, família rica, marido rico, conhecidíssimo na cidade. Ela apanhava do marido. Sabe por quê? Ela cometia o pecado de estudar. Os amigos, a família? Todos omissos. Todos machistas omissos. Ela teve que mudar de estado, porque o machista inconformado não aceita que ela seja ela mesmo. E mesmo quase dez anos após a separação, ele continua a perseguindo.

Mulheres que são todos os dias, julgadas por não serem mais magras, ou mais louras, ou com o cabelo mais liso, ou por usarem maquiagem ou apenas por serem mulheres. Eu no curso de Direito ter que aguentar professor machistas falando que lei do feminicídio é feminismo!

E isso, é normal? É pior do que ter se alistar no exército.

Histórias de violência, de subjugação, de machismo latente, de sogras infernais que criam machistas, de gente que quer tratar a mulher – mesmo sendo mulher também, como subproduto social.
Fui criada por uma mãe, família matriarcal mesmo. Criada para ser mulher forte, decidida. Porque minha mãe apanhava do meu pai. Apanhava na minha frente, de todos os filhos. Quebravam a casa inteira e isso causou em mim uma necessidade sim de militar contra isso. Perdoei meu pai? Sim, acredito que sim, afinal, a vida ensina e hoje dos 10 filhos que ele teve com as várias mulheres por ser um machista, quem cuida dele são as únicas duas que ficaram perto. Eu e minha irmã hoje temos que engolir tudo aquilo que vimos e vivemos nossa infância e adolescência inteira, e usar o exercício do perdão.

Minha sobrinha é criada para ser ELA. Não precisa ser feminista, mas machistas não passarão! E meu sobrinho, criado para ser HOMEM, não macho apenas! E apesar das brincadeiras bobas do dia a dia, graças a Deus hoje, temos um lar que vive o respeito à igualdade de gênero, mesmo com algumas barreiras, que vamos vencendo no dia a dia.

Eu claro, aprendi que com brio de homem não se mexe, que respeito é sempre bom, que as coisas na vida não podem ser oito ou 80 e que temos que respeitar os limites sim. Mas é bateu levou. E se minha mãe era da época que o bateu levou era na porrada, eu vou além, o bateu levou tem que ser na Justiça. E machistas e misóginos merecem punição e exemplar!

Sei que a redação não deve ser assim em primeira pessoa, mas fica impossível não escrever sobre aquilo que vivemos diariamente. E de tudo que eu agradeço na vida, não ter um marido machista é um dos agradecimentos principais! Mas o principal deles é minha mãe, que se foi há um ano, ter me ensinado que ser mulher era ser mulher e que isso não me faz melhor, mas muito menos, me faz pior que ninguém.

Ps: eu teria muitos mais relatos para escrever, mas daí eu iria zerar por ultrapassar o que é pedido. Beijos, obrigada pelo tema! Chorei aqui! 


Coragem...

20 de outubro de 2015


A mudança é uma morte, por isso é coragem para poder mudar. A transição por vezes pode ser dolorida, mas traz uma sensação merecedora de vitória, em especial quando temos certeza de que estamos fazendo a escolha certa.

Outro dia, estava conversando com um amigo sobre determinada situação da minha vida, e ele me disse: "Será que é bom trocar o certo pelo duvidoso? Eu não trocaria!"

Fiquei pensando nessa frase, que eu considerei um tanto quanto pessimista. Ora, como eu saberia se o certo é certo quando eu não estou feliz? Ou quando algo me incomoda?

E como saberia se o duvidoso é de fato uma dúvida se eu não fui tirar uma "prova"? Olhei e agradeci o 'conselho', não reclamei nem refutei, mas fiquei pensando e descobri que mais que tudo, para mudar é preciso ter coragem.

Coragem de romper com os paradigmas, coragem de romper com os próprios preconceitos. É preciso coragem para perdoar quem errou conosco, ou pedir desculpas pelos nossos erros. É preciso coragem para dizer acabou e começar uma nova vida, e novamente aprender dizer "eu te amo". Aliás, é preciso coragem para o amor.

Coragem para enfrentar o desconhecido, já que a vida não vem com manual de instruções.

Eu era professora, vejam só, e resolvi virar jornalista. Na época, teve gente que disse que eu tava trocando o certo pelo duvidoso. Pelo andar da carruagem e pelo meu crescimento profissional, acredito que o duvidoso virou o corretíssimo. E agora, atualizando um texto de tantos anos, estou aqui, jornalistando na redação, mudei de novo o rumo da prosa.

Emagreci 64 quilos, E hoje, encaro uma nova mudança, assumo um novo desafio, uma nova etapa da minha vida.

Medo? Confesso que sim. Depois de uma rotina de quase três anos no mesmo local, mudar dá frio na barriga, dá aquela taquicardia de leve (ou forte, sei lá), mas também dá borboletas no estômago e é possível vislumbrar que lá na frente, será melhor!



Eis me aqui, jornalistando. Tudo isso, porque tive coragem...





Nem todo "gordinho" precisa de cirurgia e engordar uns quilinhos para fazer bariátrica é o pior conselho que você pode receber

19 de outubro de 2015

Não, nem todo mundo que é gordo, gordinho ou “fora do padrão imposto pela mídia” precisa de cirurgia bariátrica. Eu sempre penso muito antes de escrever meus textos do #VaiGordinha para ao Lado B, e dessa vez, escrevo no dia do médico, dia 18 de outubro. Quando as pessoas que me conheceram com quase 170 quilos me param e me perguntam como estou e vêem que sim, apesar das mudanças e dos percalços eu estou bem, visto que já emagreci mais de 60 quilos, um dos comentários que ouço é: “Ah, eu preciso de uma cirurgia dessas!”.

Claro que eu não tenho que ser fiscal da obesidade de ninguém, nem tenho o direito ou conhecimento técnico-científico para apontar nada para ninguém, mas juro, quando a pessoa pesa menos de 80 quilos e é só “gordinha” e me fala uma coisa dessas, o meu olhar é fulminante.

Gente, sério mesmo, cirurgia bariátrica não é uma cirurgia estética, que as pessoas fazem por bel prazer ou porque estão com preguiça de dieta e tratamentos para emagrecer. Cirurgia bariátrica é uma intervenção séria, necessária em casos de IMC que apontem obesidade ou em casos de comorbidades como diabetes, problemas de coluna e articulações, cardíacos ou alguém igual a mim, que tinha um IMC 63, considerada obesidade mórbida. E há casos que o IMC entre 30 e 35 culminado com doenças metabólicas, pode haver indicativo cirúrgico, por isso mesmo a cirurgia popularmente chamada de redução de estomago, na verdade é a cirurgia bariátrica e metabólica.

E voltando as vacas frias, tudo isso aprendi acompanhando a vida de várias e várias pessoas que se submeteram a essa cirurgia e algumas que não precisaram, e sim, conseguiram deixar a casa dos três dígitos com dieta e exercícios, porque não havia nenhum problema metabólico na parada.

E quando ouço pessoas – homens e mulheres, diga-se de passagem, dizendo: “Ah, eu luto tanto para perder cinco quilos” ou “seria tão bom se eu não conseguisse comer nada”, a vontade é falar tudo aquilo que enfrentamos no dia a dia, desde o primeiro dia no hospital até as mil vontades que enfrento (posso sempre falar por mim) na rotina diária de até sonhar que estou comendo um simples prato de lasanha, e nem precisa ser um pratão, ou não passar mal porque estou conversando com os amigos durante o almoço. Ah, e também o sair correndo da mesa de reunião de pauta, porque a “baba branca do alien” resolveu subir devido ao tempo que não dei entre a refeição e um copo com água ou por não ter mastigado direito aquele bendito pedaço de carne.

Com isso, cada pessoa que me procura diariamente para questionar se deve ou não fazer a cirurgia ou mesmo comentar sobre o médico tal que diz que é só “engordar um pouquinho”, eu só posso orientar que sou muito grata a equipe médica que me atendeu com doutor Cesar Conte e James Câmara, e que médico que diz para “engordar uns dez quilos”, desculpa, eu não considero confiável, porque mesmo engordar em demasia é uma agressão ao nosso organismo, e falo isso com a experiência de quem viu o ponteiro da balança saltar para quase 170 quilos, e nem foi para conseguir uma cirurgia. E meu médico, dr. Cesar, foi como sempre, um grande profissional, sempre me orientando desde os 120 quilos que fui na primeira consulta até os 166,5 que operei. E só posso agradecer a ele por agora “ter pescoço” (risos).


Ah, e só um aviso: médico que cobra para passar paciente na fila do SUS está lesando paciente duas vezes e pode ser denunciado por isso. 



Booooooooooom dia pessoas lindas!!! Nosso texto no #VaiGordinha de hoje!Apesar de não termos o direito de ser fiscal da...
Posted by Liziane Berrocal on Segunda, 19 de outubro de 2015
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