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Depois da bariátrica...a revolução das Calcinhas não será televisionada‏

9 de novembro de 2015

Seguinte, esse texto não é recomendado para pessoas menores de 16 anos (ou é, sei lá), gordofóbicos, machistas ou misóginos. Também não é recomendado para meninas que tem vergonha das calcinhas, calçolas ou fios! Hahahha Quando decidi escrever sobre minhas calcinhas, fiquei pensando onde eu iria chegar. Geralmente eu não me censuro para escrever, mas confesso que dessa vez eu meio que tremi nas bases com o assunto.


Mas gente, é tão gostoso comprar calcinhas e vestir calcinhas, que começo a pensar que agora, que emagreci 65 quilos, ficou melhor ainda. Porque tudo é novo, usar bota, passar na catraca do ônibus (isso eu ainda não fiz por falta de oportunidade), sentar na cadeira do bar, usar uma saia maneira, mil coisas que a galera do grampo fala, mas meninas, vamos falar das calcinhas.

No corpo e fora delas! A revolução das calcinhas não é televisionada – nem internetada, nem divulgada, não sei por que, mas eu quero falar. Mesmo pesando mais de dez arrobas eu tentava comprar umas calcinhas mais bacaninhas, porque nem vamos pensar que gorda não tem vaidade ou não tem líbido. Tem sim, e é alvo de fetiche (como eu já escrevi), tem filme pornô com gordinhas e gordonas e acreditem, fazem sim sexo, como qualquer pessoa e não é só com o que restou da balada. Como eu mesma já contei aqui, nunca tive problemas em arrumar namorados, e sempre me senti uma mulher desejada (fora meus fãs).

Quando engordei muito mais, comecei a buscar roupas intimas que me deixassem feliz, sim, que me agradassem. Eu achava, mas é caro para caramba e eu tinha que mandar vir de SP, mesmo pagando R$ 300 num espartilho ea meia 7/8, imagine aqui em SP. Mas eu buscava as calcinhas revolucionárias.

Então, quando comecei a emagrecer, claro, se a calça não serve mais, as calcinhas começaram a cair, literalmente! E foi aí que a revolução começou! E gente, sim, quando a gente emagrece com a bariátrica as celulites (que graças ao bom Pai eu não tinha um montão, pela genética bacana de mamãe e vovó) ficaram menos evidentes ainda e a pele branquinha sem aquele monte de porcaria alimentar foi ficando cada vez mais bonita!

Daí, sabe o que é senti tesão em si mesmo? Pois é! E como eu sei que não é só comigo e sei que muita gente que emagrece ou muda algo em si, o auto-tesão é presente na vida, tudo começa a melhorar. E com isso, claro, o relacionamento a dois melhora, ô, e como melhora.

E a primeira vez que eu pude comprar uma calcinha G (lembrando que tenho a bunda de nós tudo, logo, não vai servir P nessa encarnação) foi uma festa na floresta! E comecei a tirar as roupas do guarda roupa, para dar lugar as novas até que percebi 45 novas lindas calcinhas, de tudo que é jeito, do jeito que eu sempre quis e claro, pagando muito mais barato! Foi a festa do preço baixo com a despedida do trio preto, bege e vermelho, porque esses fabricantes acham que gordinha não adora uma lingerie né!

Ah, moleque! Quando o marido chega de viagem, cada vez é uma leva diferente. Pra ele sim, por que não? E pode crer, entre as amigas e companheiras de grampo, a revolução das calcinhas, dos sutiãs e das lingeries bonitonas rola solta! Mas aí, essa revolução não vai ser relatada...

Se Deus tem o melhor para mim, imagine para você

7 de novembro de 2015

Mano, se Deus tem o melhor para mim que sou uma maluca, imagine pra você??? Imagine o que Ele tem pra você! Já parou para imaginar? É um negócio de maluco! Estou aqui pensando nessa oportunidade única que temos todos os dias de mudar as coisas, de começar de novo, de refazer, de reinventar e conseguir enxergar o que Jesus pode fazer por nós.

E estou pensando isso, porque ontem, eu estressada, depois de trabalhar 14 horas, esgotada, consegui brigar com meu marido porque ele também trabalhou para caramba, as 7h da manhã estava literalmente na pista. Ele trabalha com corrida, então é na pista mesmo (risos).

Dez da noite aqui, 11 da noite lá. Enfrentou chuva, vento, emoções a flor da pele, num lugar de pressão. Chegou no hotel e dormiu. Mano, meu marido dormiu e esqueceu de mim! Putz! Eu fiquei doida.

Eu, sendo Liziane, mandei um monteeeee de msgs, indignada com a alta da inflação e com a falta de mensagens dele. Possessa com o valor do IPTU e com ele ter dormido sem me dar boa noite.

Cheguei e fui assistir as pregações do Pastor Claudio Duarte. Foi um soco na cara né! Maluco demais, porque ele explica na palavra de Deus, o quanto temos que agradecer quando somos assim, meio Liziane, e temos alguém que nos ama assim mesmo!

E o meu marido?Ele? Ah, ele tinha que trabalhar cedo de novo, logo, só respondeu cedo com uma foto dele trabalhando (nós trocamos fotos todos os dias) e a mensagem: "Eu te amo, você é a pessoa mais importante do mundo para mim".

Fiquei só pensando: "Deus, se eu sou essa louca do pão e o Senhor me dá um marido desses, vou ficar de boas, que aí eu conquisto meu Samuel (que é nosso sonhado filho), beijos Deus, vlw, tu é um cara muito maneiro, prometo que eu não vou abusar disso não".
Amém?

Esse é o meu marido, o Josiel, e ele é um cara muito maneiro. Que bom que Deus abre meus olhos todos os dias para isso! <3

Louca da bariátrica: Para emagrecer, às vezes é melhor "jacar" do que endoidar

3 de novembro de 2015

Sabe os risolis? Então, fiquem longe dele, porque são do mal, muito do mal! Uma simples frase postada no Facebook foi o suficiente para reflexão e debater sobre as necessidades que às vezes temos de enfiar o pé na jaca!
E uma frase, comentada por um colega de grampo, o Caio Aguirre, suscitou uma discussão e mil reflexões.

“Desde a cirurgia emagreci 88 quilos, a expectativa com a plástica é de reduzir mais 5kg. A parte boa é que há tempos não comia torresmo, bacon, ovo frito, batata frita, com tanto prazer e sem culpa. Também nunca comi tanto doce. é claro que a quantidade ... dá até raiva, mas sem culpa. Antes da cirurgia tinha diabetes que os exames pós não apresentaram nenhum sinal mais, mesmo antes sempre disse me recuso a ser escravo da minha doença. O fato de comer um risolis, não quer dizer que tenha que comer uma dúzia! sem culpa!”

Pois é, dez meses depois, tenho que concordar com o Caio. No começo da cirurgia, eu dizia: Açúcar? Nunca mais! Que isso. Para quê? Cervejinha? Não! Nunca mais! Chocolate? Tá amarrado em nome de Jesus e Nossa Senhora da Dieta Louca!

E o tempo foi passando, e veio então o primeiro refrigerante, primeira saída e sim, seis meses depois o primeiro chocolate. Meu Deus, um Ouro Branco, maravilhoso, que pareço sentir o gosto na minha boca até hoje! São tantas outras coisas gostosas que deixam nossa vida melhor, que hoje, eu me recuso a não “jacar” quando sinto uma vontade louca de ser subversiva.

Com oito meses fui parar no consultório da minha nutricionista, chorando, desesperada porque eu simplesmente não conseguia ficar longe de doces. E me culpava muito por isso. Chorava! Eu chorava sim! Chorava, porque meu pensamento é que eu “era um exemplo para todo mundo” e porque escrevia no Lado B e no #VaiGordinha e com isso eu não poderia escorregar.

Mariana Corradi, que além de nutricionista, sei lá, deve ser mágica, conversou comigo e deixou claro, que culpa só faz mal. No dia a dia, passamos por tantas transformações, estresses, mudanças internas e externas e os desafios enfrentados e ela, como profissional entende o que o açúcar causa de ruim, mas também sabe o que ele causa de “bom” no nosso cérebro e na nossa vida.

Me liberou um docinho, duas vezes por semana. E deixou ao meu critério escolher os dias e comer com moderação sem culpa. Claro, que eu nem sempre cumpro tudo, nem sempre dou conta mesmo. Vivo um dia a dia de jornalista.

Outro dia, por exemplo, depois de nove meses de cirurgia, eu comentei sobre o desejo ardente de comer um daqueles hambúrguer do Burguer King. Acho que falei com tanto gosto, sobre a vontade, que meu colega Gabriel, foi e trouxe um. Daí, falei: “Nossa, mas sério”. Cortei um pedaço e dividimos. Demorei 40 minutos para comer, o pedaço de lanche mais gostoso do mundo! Justo no dia, que eu não tinha conseguido almoçar, porque tinha enfrentado uma manhã difícil, aquilo foi como um alento ao mundo difícil da bariátrica.

Até porque, há momentos em que eu simplesmente tenho preguiça de comer, porque sei que não vai caber nada e eu vou viver vontade enlouquecedora, que passa quando olho um antes e depois...

E também tem dias que eu tenho vontade de jogar uma bomba (e nem é de chocolate) no mundo e não resisto quando alguém na redação grita: “A tia do salgado está aí”

E foi aí que tudo aconteceu. O Paulo gritou “A tia do salgado está lá embaixo” e eu lembrei dele, macio, cheiroso, delicioso, suculento, meu Deus, eu sentia o cheiro dele perto de mim! Foi impossível resistir e sim, eu comi um risólis. Quase inteiro, em mais ou menos uma hora (oh, uma hora pra comer um salgado). E pensei comigo: “É melhor jacar do que endoidar”.

Claro, compensei depois de tantas calorias intensas, mas a alegria foi tão grande, que só não se comparou ao dia que eu comi o ouro branco!

Afinal, eu sempre digo que duas coisas que deixam as pessoas felizes: sexo e doce. Como não podemos sair transando por aí (pelo menos eu acho né), um bombonzinho no meio do expediente faz um bem danado!


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