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Fique a vontade, pode me chamar de gorda sim, o quanto quiser!

27 de outubro de 2015

Meu Deus, eu sinto ânsia de vômito ao ler certas coisas (Arquivo Pessoal)
Me perdoem o desabafo em uma coluna que se propõe a falar de coisas “para cima”, de alegrar mulheres e falar sobre empoderamento, mas não podemos fechar os olhos diante de tantas barbaridades que acontecem todos os dias.

Vim aqui inclusive para abrir o coração. O jornal Extra, do Rio de Janeiro divulgou no ultimo dia 21 uma matéria sobre uma estudante universitária negra, grávida de três meses e gorda, que foi vítima de racismo, machismo e gordofobia em um grupo de “graduação”.

Carla Gomes, de 21 anos, de Porciúncula, no Norte do Rio de Janeiro, cometeu um crime contra os “facistas”. Ela de decidiu comentar em uma postagem que a indignou, com conteúdo discriminatório. Sim, foi esse crime cometido pela acadêmica.

“Preta até vai, mas gorda e fedorenta?”, ou “Orca baleia” e outras ofensas pesadíssimas (nossa, que trocadilho). E eu mais uma vez tenho que escrever que sim, precisamos falar de gordofobia.

Outro dia, nos comentários daqui mesmo do Lado B, uma senhora do nada veio contestar uma opinião minha com a frase. “Eu sou homofóbica e magra, e também sou preconceituosa”. Ok, obrigada, melhor ser gorda do que podre, não é?

E qual o problema da mulher ser gorda??? Ou da pessoa ser gorda? Alguém pode me responder, nem que seja na Bíblia, no código penal ou em algum manual idiota de instruções que esteja escrito que não pode ser gordo?

O preconceito chega ao ponto das pessoas não chamarem a outra de “gordo” ou “gorda” porque soa como ofensa pior que chamar de criminoso. Tipo, é mais feio chamar de gorda do que de puta! E aliás, titia vai ensinar que não pode chamar nem de um, nem de outro ok?

E na verdade, tem dias que eu me canso disso, porque vivi e vivo tudo isso todos os dias da minha vida. Vou contar uma história para vocês aqui que aconteceu na minha vida profissional. Eu trabalhava para um grande empresário e político e acabava por auxiliar na manutenção de perfis das redes sócias e às vezes até do perfil pessoal dele.

Lembro que fiquei atônita quando uma pessoa enviou uma mensagem para ele dizendo que era para me demitir porque eu era gorda. Gente, alguém se deu o trabalho de enviar uma mensagem ao meu chefe falando que eu tinha que ser demitida porque eu era muito gorda.

Eu me lembro das palavras: ‘Você tem que demitir essa sua assessora, ela é gorda’. Confesso que fiquei sem ação e apaguei o comentário, bem profissionalmente. E depois percebi que não adiantaria, porque eram várias mensagens dessas por conta do posicionamento político que tenho.

Pensa só, alguém pedindo a demissão de alguém por ser gorda? Pois é minha gente, isso existe. E quando me dei conta que mais cedo ou mais tarde ele iria ler os inúmeros comentários em relação a minha forma física, não tive dúvidas. Sentei com ele e abri o coração. A resposta foi a melhor possível. “Não te contratei por causa da sua aparência e sim com sua competência”.

Ali, eu claro fiquei aliviada. Mas as ofensas nunca cessaram. E toda vez que eu vejo alguém fazendo o que fizeram comigo eu fico tão tristes, mas mantenho a esperança que sim, nós precisamos falar de gordofobia e de preconceito e mais ainda de humanidades.

Sem mimimi, sem chororô e com a realidade de que isso não vai mudar tão cedo, veja pelo preconceito racial que a escravidão acabou em 1888 e ainda tem gente com mente do século passado e que trata o negro como se fosse sub, ainda assim há progressos nesse sentido.

Então, não podemos desistir e temos sim que insistir em tudo que pudermos para fazer do mundo um lugar melhor para se viver e para que as pessoas percebam o quanto o outro ser humano também é importante.

E eu começo por mim: pode me chamar de gorda sim. Não sou forte, porque não sou alterofilista; não sou cheinha porque não sou balão e nem gordinha, porque isso é a maneira velada de ofender. Pode me chamar de GORDA, com todas as letras que uma gorda tem, porque o que me define não é ser gorda ou magra, branca ou negra, loira ou morena, o que me define é o que eu faço pelo mundo que vivo e pelas pessoas ao meu redor. E eu não trocaria isso por nenhum corpo de Barbie!

Beijos de luz!

Redação do ENEM: MEC, nem quero nota, só dizer Obrigada!

25 de outubro de 2015

Todos os dias há milhares de relatos de mulheres gordas, magras, ricas, pobres, negras, com ensino superior, com nível mínimo de alfabetização, empregada doméstica, empresária, autônoma, loira linda do corpo sarado, bonita pra caramba, quem não se acha bonita e sempre com um relato de violência contra a mulher.  Por trabalhar com a imprensa, e ser militante dos direitos humanos, recebo muitos desses relatos.

Eu sou jornalista, eu sou feliz demais em ser jornalista e ver que todos os dias tem pessoas que confiam em mim em contarem suas histórias, seus dramas de violência. Eu tenho um caso de uma menina, que aos 13 anos foi chamada para ser empregada doméstica na casa de uma família rica. Família ficou com ela em casa até os 33 anos. Ela foi demitida sem NENHUM direito. NENHUM direito. Nesse tempo, ela casou com um homem mais velho, que foi o seu primeiro homem, que além de machista é homofóbico e agressivo. Teve uma filha com ele. Cansada da vida que levava, ela resolveu mudar. Ela conheceu uma pessoa. O que o cara fez? Tirou TUDO dela.

Ela saiu de casa só com a roupa do corpo, sem lugar para dormir, agredida, ferida e cheia de feridas não só no corpo, mas na alma. A filha não pode vê-la, porque o ex-marido já avisou que vai acusar o companheiro dela de estupro caso ela insista. E a filha criada por um machista, está sendo o quê? Machista! Hoje, aos 36 anos, ela está refazendo a vida e quando vejo o atual companheiro indo buscar, cuidar dela com carinho e até me ligar para avisar que ela está doente, eu sinto que sim, é possível que tudo mude!

E num contraponto, uma mulher linda, família rica, marido rico, conhecidíssimo na cidade. Ela apanhava do marido. Sabe por quê? Ela cometia o pecado de estudar. Os amigos, a família? Todos omissos. Todos machistas omissos. Ela teve que mudar de estado, porque o machista inconformado não aceita que ela seja ela mesmo. E mesmo quase dez anos após a separação, ele continua a perseguindo.

Mulheres que são todos os dias, julgadas por não serem mais magras, ou mais louras, ou com o cabelo mais liso, ou por usarem maquiagem ou apenas por serem mulheres. Eu no curso de Direito ter que aguentar professor machistas falando que lei do feminicídio é feminismo!

E isso, é normal? É pior do que ter se alistar no exército.

Histórias de violência, de subjugação, de machismo latente, de sogras infernais que criam machistas, de gente que quer tratar a mulher – mesmo sendo mulher também, como subproduto social.
Fui criada por uma mãe, família matriarcal mesmo. Criada para ser mulher forte, decidida. Porque minha mãe apanhava do meu pai. Apanhava na minha frente, de todos os filhos. Quebravam a casa inteira e isso causou em mim uma necessidade sim de militar contra isso. Perdoei meu pai? Sim, acredito que sim, afinal, a vida ensina e hoje dos 10 filhos que ele teve com as várias mulheres por ser um machista, quem cuida dele são as únicas duas que ficaram perto. Eu e minha irmã hoje temos que engolir tudo aquilo que vimos e vivemos nossa infância e adolescência inteira, e usar o exercício do perdão.

Minha sobrinha é criada para ser ELA. Não precisa ser feminista, mas machistas não passarão! E meu sobrinho, criado para ser HOMEM, não macho apenas! E apesar das brincadeiras bobas do dia a dia, graças a Deus hoje, temos um lar que vive o respeito à igualdade de gênero, mesmo com algumas barreiras, que vamos vencendo no dia a dia.

Eu claro, aprendi que com brio de homem não se mexe, que respeito é sempre bom, que as coisas na vida não podem ser oito ou 80 e que temos que respeitar os limites sim. Mas é bateu levou. E se minha mãe era da época que o bateu levou era na porrada, eu vou além, o bateu levou tem que ser na Justiça. E machistas e misóginos merecem punição e exemplar!

Sei que a redação não deve ser assim em primeira pessoa, mas fica impossível não escrever sobre aquilo que vivemos diariamente. E de tudo que eu agradeço na vida, não ter um marido machista é um dos agradecimentos principais! Mas o principal deles é minha mãe, que se foi há um ano, ter me ensinado que ser mulher era ser mulher e que isso não me faz melhor, mas muito menos, me faz pior que ninguém.

Ps: eu teria muitos mais relatos para escrever, mas daí eu iria zerar por ultrapassar o que é pedido. Beijos, obrigada pelo tema! Chorei aqui! 


Que tal um mês de frutas grátis?

23 de outubro de 2015

Você sabia que é recomendação da Organização Mundial de Saúde consumir entre três a cinco porções de frutas diariamente para uma alimentação saudável?


Constituída essencialmente por água, a maioria é de sabor doce e agradável ao paladar, sendo uma excelente opção para todas as refeições diárias, em especial para a sobremesa.

Com alto valor nutricional, altos índices de fibras e vitaminas, as frutas também são fontes de diversos fotoquímicos que são fundamentais para a saúde e preservação dos tecidos celulares e prevenção de doenças relacionadas com a má nutrição.



A nutricionista Mariana Corradi que atende em especial pacientes pós-bariátricos explica que a ingestão de frutas começa no primeiro período já da dieta líquida. “Os pacientes ficam em dieta líquida geralmente por no mínimo 15 dias em dieta totalmente líquida e a fruta em forma de suco auxilia nessa fase da alimentação, começando pelas menos ácidas, logo em seguida é um dos primeiros alimentos a serem introduzidos na alimentação e tem que fazer parte da vida dos pacientes”.

Atualmente, o consumo regular de fruta está associado à redução do risco de cancro, de doenças cardiovasculares, da doença de Alzheimer, cataratas e de alguns dos declínios associados com o envelhecimento.

Responsável pela empresa “Chiquita Banana”, a jornalista Vânia Galceran, viu nos problemas de saúde que enfrentou uma forma de mudar o rumo da vida profissional e pessoal. “A recomendação entre outras coisas era fazer exercícios e se alimentar melhor. Foi quando as frutas que eram raras na minha vida se tornaram hábito, assim como escovar os dentes. Passei a nadar, agora eu caminho e inseri frutas diárias na alimentação. Isso mudou minha disposição, me tirou da prostração e já me ajudou a perder 14 dos 40 kg que ganhei, tudo em um mês”, garante.

“Eu tenho duas filhas atletas e estava enfrentando vários problemas de saúde, com orientação médica aumentei o consumo de frutas e percebi que as pessoas não dão atenção para isso”, disse.

Pensando no dia mundial da alimentação, comemorado agora em outubro, o LiziPlus vem com uma promoção bem bacana. Compartilhe essa matéria, curta a página da "Chiquita Banana" e concorra a um mês de frutas fresquinhas entregues no seu trabalho ou na sua casa.
Vem com a gente?
Basta compartilhar esse link e comentar ali embaixo com um EU QUERO CHIQUITA BANANA!
O sorteio vai ser pelo RANDON. Comentários repetidos não serão contabilizados. Válidos para pessoas de Campo Grande (MS) e a entrega deverá ser combinada com a empresa. ;)

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